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MEMÓRIA - Elisa a eterna torcedora
08/03/2021 14:37 em Novidades

Dunga e Elisa em 1984 - Foto UOL

 

Torcedora símbolo do Corinthians, Elisa Alves do Nascimento, ou apenas Elisa, nasceu em 1910 em Tietê (SP) e faleceu em 1º de agosto de 1987, poucas horas antes de seu time entrar em campo para enfrentar o Santo André, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista (o jogo terminou empatado por 0 a 0). Doméstica e cozinheira muito solicitada, era figura carimbada nas arquibancadas de todos os estádios onde o Timão jogava. Ganhou notoriedade no período entre 1954 e 1977, quando o alvinegro ficou sem conquistar um título sequer.


Costumava dizer que não conseguia imaginar a existência de outra torcida como a do Corinthians. Amiga de Antonio Pereira, um dos fundadores do clube, tinha por norma pessoal apenas apoiar o time. Não se tem notícia de ataques verbais contra algum atleta que tenha vestido a camisa preta e branca. Por tudo isso, seu nome está imortalizado em uma placa no Parque São Jorge.


Sua imagem confundia-se com a do próprio Corinthians. A ponto de ser ter sido convidada por Milton Amaral para fazer parte do elenco de "O Corintiano?, rodado em 1966 em que o ator cômico Mazzaropi vive o papel de um barbeiro fanático pelo Timão que entra em conflito com os filhos e vizinhos palmeirenses.


Pavilhão queimado

 

Elisa era uma torcedora fanática. Costumava acompanhar de perto todas as partidas do Corinthians, principalmente na época do jejum de título. Em uma ocasião, Elisa sofreu com a violência da torcida adversária. Foi em Piracicaba, quando teve sua bandeira do Corinthians queimada por torcedores do XV de Novembro. "Conhecia a Elisa. Ela morava perto da igreja São Sebastião, na avenida Joaquina Ramalho. Joguei bola com o filho dela, o Tata. Foi uma cena triste, ainda mais por conhecê-la. Fiquei muito decepcionado com a torcida do XV naquele dia", revela o aposentado Waldemar Micheletti, que testemunhou a violência dos torcedores do Nhô Quin contra Elisa no final dos anos 50.

 

Fonte: Terceiro Tempo

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